Vai um cafezinho aí?

A substância mais pesquisada e conhecida do café é a cafeína, descoberta na Alemanha em 1820 pelo químico Ferdinand Runge. Deste então a ciência médica dedicou uma atenção quase que obsessiva e exclusiva à cafeína e muito pouca aos demais compostos bioativos do café, como a niacina, sais minerais e os ácidos clorogênicos/quinídeos, dentre centenas de outros, a maioria voláteis.

A grande maioria dos artigos médico-científicos avaliam os efeitos da cafeína sobre o organismo humano ou sobre tecidos isolados, algo que não pode ser extrapolado para o café. Caso a ciência fosse realmente rigorosa, poderíamos dizer que ainda são necessários mais estudos com o café (café torrado e moído, café solúvel, café descafeinado, etc), particularmente conhecendo o teor final de seus componentes, pois a maioria deles, ao contrário da cafeína, que é termoestável, são termolábeis. Por isto nem todos os cafés possuem a mesma composição e assim os mesmos efeitos sobre o organismo humano.

A cafeína é uma substância encontrada naturalmente em folhas, sementes, frutos do café e na noz da árvore da cola (sterculia accuminata). Seus efeitos benéficos para a saúde são observados desde o século 6 a.C., quando o líder espiritual Lao-tsé costumava servir chá como um elixir aos seus discípulos. Segundo matéria publicada na revista National Geographic de janeiro, o consumo moderado de cafeína, até 300 mg por dia, é aconselhável. Isso equivale a uma quantidade de 350 a 700 ml de café por dia.


Vários estudos mostraram que a cafeína estimula o sistema nervoso central e melhora o desempenho físico, além de ser diurética e, em quantidades moderadas, não desidrata (nem atletas). Ela eleva temporariamente a pressão sangüínea e, quanto à perda de cálcio, seu efeito é tão pequeno que com apenas 2 colheres (sopa) de leite por dia poderá ser reposta. Além disso, seu uso está relacionado ao alívio de dores e melhora no humor. E, por ser estimulante, torna a pessoa mais desperta, aumenta a capacidade de conhecimento e a velocidade de reação.

Algumas atividades que exigem estado de alerta apresentam melhores resultados após a ingestão de cafeína, tais como pilotar avião, dirigir carro ou mesmo resolver problemas matemáticos.

Um fator importante em relação ao consumo pessoal é a tolerância genética à cafeína, pois, quando consumida em excesso, o próprio organismo trata de rejeitá-la, segundo Jack Bergman, da Escola de Medicina de Harvard. “Examinando todos os estudos sobre cafeína, é muito difícil argumentar que o consumo faz mal à saúde”, diz Bergman.

Crianças e mulheres grávidas: As crianças devem consumir a cafeína de acordo com seu peso. Por pesarem menos que os adultos, seu consumo será menor.O mesmo é recomendado para as mulheres grávidas, que devem consumi-la em doses moderadas. Segundo estudos da Escola de Saúde Pública de Yale, 300 miligramas por dia (de 1 a 2 xícaras) não prejudicará seu bebê.

Você sabia...

a- Ficar um dia e meio sem cafeína aumenta o fluxo se sangue no cérebro, o que talvez explique por que as pessoas ficam com dor de cabeça nos primeiros dias em que abandonam o hábito.

b- A cafeína que é eliminada dos grãos na produção de café descafeinado é vendida para os fabricantes de medicamentos e refrigerantes.

c- Fumar um cigarro “quase” dobra a velocidade com que o corpo metaboliza a cafeína.

d- O café robusta possui o dobro da cafeína do arábica. - O chocolate amargo tem três vezes mais cafeína do que o chocolate ao leite.

1 comentários:

Luizin disse...
on

Cafeína ajuda a emagrecer!
:PP

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