Mostrando postagens com marcador economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador economia. Mostrar todas as postagens

China diz que não aceitará preço diferente para minério

Pequim - A China não aceitará preços diferentes para o minério de ferro do Brasil e da Austrália por causa das taxas de frete, como ocorreu no ano passado, disse o secretário-geral da Associação de Aço e Ferro da China (Cisa), Shan Shanghua. Segundo ele, as siderúrgicas do país querem voltar ao preço de referência único, como nos anos anteriores.

"Haverá um único preço para todos", disse Shan. "Não levaremos os custos de transporte em consideração. É uma questão de equilíbrio da competição". No ano passado, as mineradoras negociaram preços diferentes tomando como base os custos variáveis das diversas rotas de transporte.

Depois de a brasileira Vale ter conseguido reajustes que variaram de 65% a 71%, as australianas Rio Tinto e BHP Billiton conseguiram um aumento médio de 85%. Ambas disseram que os reajustes devem refletir o custo mais baixo do transporte do minério australiano para as siderúrgicas asiáticas. O sistema foi ainda mais ameaçado quando a Vale tentou extrair um aumento de mais 10% no meio do ano passado, que não foi obtido por causa da deterioração da crise do crédito e da desacelaração da economia chinesa.

A Cisa também deverá retomar uma tentativa anterior de fazer com que seus membros sigam uma política de preços uniforme quando venderem minério de ferro importado sob contratos de longo prazo no mercado à vista, disse Shan. Segundo essa política, as siderúrgicas que queiram vender minério de ferro em excesso no mercado à vista podem cobrar apenas uma taxa de serviço de 3% a 5%. A medida tem como objetivo manter os preços à vista sob controle, principalmente nesta época de negociação das cotações de referência para o contrato do próximo ano fiscal.

Quando os preços à vista do minério dispararam em relação às cotações de referência no início do ano passado, as siderúrgicas chinesas venderam o minério de ferro que sobrava no mercado à vista, obtendo lucros elevados. As informações são da Dow Jones.

IBGE: vendas do varejo caem 0,3% em dezembro

Rio - As vendas do comércio varejista caíram 0,3% em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal, divulgou esta manhã o IBGE. Na comparação com dezembro de 2007, as vendas do varejo aumentaram 3,9%. O comércio fechou o ano de 2008 com uma expansão acumulada nas vendas de 9,1% ante o ano anterior. Em 2007, o varejo havia registrado um crescimento de 9,7% na comparação com 2006.

Lucro da Marisa sobe 35,3% no 4º trimestre a R$ 42,6 mi

São Paulo - As Lojas Marisa, uma das maiores redes de lojas especializadas em moda feminina do País, registraram lucro líquido consolidado de R$ 42,592 milhões no quarto trimestre de 2008, o que representa uma alta de 35,3% ante o apurado em igual intervalo de 2007.

No período entre outubro e dezembro do ano passado, o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado da companhia totalizou R$ 98,8 milhões, com expansão de 2,8% ante os R$ 96,1 milhões apurados em igual período do ano anterior. A receita líquida da Marisa no último trimestre do ano passado, considerando-se as operações de varejo e cartão, foi de R$ 455,033 milhões, uma alta de 9,5% em relação ao verificado no quarto trimestre de 2007.

No acumulado de 2008, o lucro líquido da Marisa somou R$ 49,984 milhões, equivalente a uma alta de 8,8% ante os R$ 45,924 milhões apurados no ano anterior. O Ebitda ajustado anual da companhia foi de R$ 207,3 milhões, com crescimento de 36,1% ante o registrado em 2007. A receita líquida da Marisa com varejo e cartões alcançou R$ 1,406 bilhão em 2008, 17% acima do apurado no exercício anterior.

Etanol sai mais barato que gasolina em 15 Estados

São Paulo - O etanol combustível está competitivo no tanque dos carros flex fuel em 15 Estados brasileiros, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo, compilados pela Agência Estado, referentes à semana terminada em 13 de fevereiro. A vantagem é calculada considerando que a potência energética do motor a álcool é de 70% da dos motores a gasolina. O número de Estados em que o etanol permanece competitivo é menor que os 16 registrados na semana anterior. A gasolina segue vantajosa em 6 Estados brasileiros, estável em relação ao período anterior. Em 6 Estados é indiferente o uso do etanol ou da gasolina pelo consumidor.

Segundo o levantamento, os Estados onde a vantagem do etanol é mais significativa são Mato Grosso (onde o preço do etanol é 55,35% do preço da gasolina - até 70% o etanol é competitivo), São Paulo (55,56%), Paraná (61,69%), Espírito Santo (61,76%), Pernambuco (62,90%), Alagoas (63,71%), e Tocantins (64,73%). A gasolina continua mais vantajosa principalmente em Roraima (preço do etanol é 80,25% do valor da gasolina), Pará (75,93%), Amapá (73,43%) e Piauí (72,93%). É indiferente utilizar etanol ou gasolina no tanque no Distrito Federal, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e Sergipe.

O levantamento também revela que os preços médios do etanol combustível caíram em 8 Estados brasileiros no período analisado. As cotações subiram em 18 Estados. No Mato Grosso do Sul, os preços ficaram estáveis. As maiores quedas foram registradas no Mato Grosso (-6,15%), Rio Grande do Norte (-3,10%) e Distrito Federal (-0,47%). As maiores altas foram registradas no Ceará (+5,36%), Pernambuco (+4,23%) e Paraná (+2,47).

Por: Lenha

Bolsas da Europa fecham em queda com setor financeiro

Londres - As principais bolsas europeias terminaram o pregão de hoje em queda, pressionadas pelo declínio das ações de empresas do setor financeiro em meio aos receios dos investidores com a saúde dos bancos.

A Bolsa de Londres caiu 1,31% e fechou a 4.134,75 pontos; a de Paris perdeu 1,19% e fechou a 2.962,22 pontos e a de Frankfurt teve queda de 1,06% e fechou a 4.366,64 pontos. A Bolsa de Madri caiu 2,30% e fechou na mínima de 8.075,00 pontos; a de Milão recuou 1,81% e fechou a 17.410 pontos. Em Lisboa, o índice PSI-20 teve queda de 1,23% e fechou a 6.374,65 pontos.

O banco espanhol Santander caiu 4,02% em Madri, o suíço Credit Suisse recuou 4,94% em Zurique e o alemão Deutsche Bank perdeu 6,47% em Frankfurt. As agências de empréstimo irlandesas em particular tiveram quedas acentuadas. O Bank of Ireland teve declínio de aproximadamente 15%.

As ações do Lloyds Banking Group recuaram 8,14% em Londres, depois de encerrarem em queda de 32,5% na sexta-feira da semana passada (dia 13), quando a instituição divulgou que o HBOS, uma das unidades da empresa, teve prejuízos antes de impostos de 10 bilhões de libras esterlinas durante 2008.

Fora do setor financeiro, as ações da Première, companhia alemã de televisão por assinatura, caíram 14,4% depois de a empresa divulgar um prejuízo líquido de 114,3 milhões de euros no quarto trimestre do ano passado, de 23,5 milhões de euros um ano antes, enquanto a receita caiu 25% na mesma base de comparação. A norte-americana News Corp. possui uma participação de 29% na Première. As informações são da Dow Jones.

Por: Lenha

Petrobras antecipa pagamentos a fornecedores

Rio - Confiante de que terá acesso aos recursos necessários para o seu programa de investimento, a Petrobras começa a se movimentar para garantir o funcionamento de seus fornecedores durante a crise financeira. Em entrevista concedida hoje à Agência Estado, o diretor-financeiro da estatal, Almir Barbassa, informou que a companhia está antecipando o pagamento por serviços e equipamentos fornecidos pela indústria nacional.

Segundo ele, o prazo de pagamento, que era de 30 dias, está girando entre cinco e dez dias. Barbassa calcula que a Petrobras antecipe mensalmente a seus fornecedores cerca de R$ 300 milhões. O objetivo é garantir capital de giro a empresas com maior dificuldade de captação do que a estatal.

A Petrobras espera ainda para abril o registro do primeiro fundo de direito creditório para fornecedores, elaborado em parceria com o Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O fundo emprestará até R$ 3 milhões para pequenas empresas que atuem na cadeia do petróleo. O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse ainda que há outras medidas em estudo pelo governo para beneficiar a cadeia do petróleo, que podem contar com o apoio do BNDES. Nos cálculos de Gabrielli, os US$ 174 bilhões orçados pela estatal para até 2013 devem gerar R$ 300 bilhões em negócios na indústria nacional de fornecedores de bens e serviços para o petróleo, com a manutenção de 1 milhão de postos de trabalho por ano.

Captação externa

Barbassa afirmou que a empresa espera novas janelas de oportunidade para voltar a captar recursos no mercado financeiro. A estatal captou na semana passada US$ 1,5 bilhão em uma operação cuja demanda superou os US$ 5 bilhões. Segundo Barbassa, porém, não seria interessante para a empresa aproveitar a totalidade da demanda pelos papéis, uma vez que há perspectivas de melhora nos custos de captação nos próximos meses. Além disso, informou Barbassa, a empresa teve como estratégia manter a liquidez dos bônus emitidos na semana passada. Para este ano a empresa precisa obter no mercado US$ 18 bilhões, dos quais US$ 10 bilhões já estão comprometidos pelo BNDES.

Por: Lenha

Petróleo cai com receio de deterioração da economia

Londres - Os contratos futuros do petróleo, negociados no mercado internacional, operam em leve baixa hoje, em meio a um volume menor de negociações devido ao feriado do Dia do Presidente nos Estados Unidos. Investidores negociam pressionados pelos receios de enfraquecimento na demanda pela matéria-prima (commodity). A preocupação do mercado foi reforçada pela notícia de que a economia japonesa sofreu a contração mais acentuada em mais de três décadas no último trimestre de 2008.

Às 12h30 (de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo Brent com vencimento em abril caía 0,55%, para US$ 41,74 o barril, na Bolsa Intercontinental (ICE), em Londres. O contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em março recuava 1,31%, para US$ 37,01 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

Mais cedo, dados divulgados pelo Escritório do Gabinete japonês mostraram uma queda de 3,3% Produto Interno Bruto (PIB) do país no trimestre entre outubro e dezembro de 2008, ante o intervalo anterior, e de 12,7%, em bases anualizadas.

Hoje as negociações de petróleo na Nymex ocorrem apenas no pregão eletrônico devido ao feriado nos EUA. O preço de fechamento do barril em Nova York será divulgado amanhã. As informações são da Dow Jones.

Balança comercial passa a acumular superávit no ano

Brasília - A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 225 milhões na segunda semana de fevereiro (9 a 15). Com isso, conseguiu reverter o resultado deficitário e, no ano, acumula agora um superávit de US$ 172 milhões. Segundo os dados divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações somaram, na segunda semana do mês, US$ 2,361 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 2,136 bilhões.

Apesar do superávit, a média diária exportada na segunda semana do mês foi de US$ 472,2 bilhões, número 13,83% menor que o desempenho médio registrado na primeira semana de fevereiro (US$ 548 milhões). Com relação às importações, a média diária do período foi de US$ 427,2 milhões, o que representa uma queda de 5,86% em relação à média registrada na primeira semana do mês (US$ 453,8 milhões).

2009

No ano, as exportações somam US$ 14,883 milhões, com média diária de US$ 480,1 milhões, o que representa uma queda de 22,3% em relação ao desempenho médio verificado das exportações no mesmo período de 2008 (US$ 617,7 milhões).

As importações somam no ano US$ 14,711 bilhões, com média diária de US$ 474,5 milhões, uma queda de 14,3% em relação ao desempenho médio diário registrado no mesmo período de 2008 (US$ 554 milhões).

Fevereiro

Depois de começar o ano com um déficit comercial, em janeiro, de US$ 524 milhões, em fevereiro, a balança já acumula um superávit de US$ 696 milhões. As exportações somam no mês US$ 5,101 milhões (média diária de US$ 510,1 milhões) e as importações, US$ 4,405 milhões (média diária de US$ 440,5 milhões). Pelo critério da média diária, o desempenho das exportações em fevereiro está 24,3% menor que o verificado no mesmo período de fevereiro de 2008 (US$ 673,7 milhões) e 9,5% superior ao registrado em janeiro deste ano (US$ 465,8 milhões).

Já a média diária importada no mês está 30% menor que o desempenho médio diário registrado no mesmo período de fevereiro de 2008 (US$ 628,9 milhões) e 10,2% inferior à média de desembarques de janeiro passado (US$ 490,8 milhões).

Dólar comercial abre em alta de 0,13% a R$ 2,267

São Paulo - O dólar comercial abriu em alta de 0,13% hoje, cotado a R$ 2,267 no mercado interbancário de câmbio. Na última sexta-feira (dia 13), a moeda norte-americana fechou em baixa de 1,05% a R$ 2,264. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu estável a R$ 2,264.

O feriado norte-americano nesta segunda-feira não foi capaz de abrir espaço para um trégua nos mercados, que estão apreensivos com a queda do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão de 12,7%, em bases anualizadas, no último trimestre do ano passado, com a situação do sistema financeiro dos Estados Unidos e com o projeto que as montadoras norte-americanas apresentarão amanhã ao governo de Barack Obama, como parte do pleito de recursos para sua recuperação. Na Ásia, as principais bolsas recuaram e a mesma trajetória marca os pregões europeus. Nos EUA, os mercados estão de braços cruzados, em comemoração ao Dia do Presidente hoje.

Esse ambiente pode abrir espaço para uma realização no mercado doméstico de câmbio até porque, na sexta-feira da semana passada, o clima foi melhor por aqui do que no exterior. Porém não se esperam grandes pressões.

Na agenda de indicadores econômicos do País, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulga os números da balança comercial da segunda semana de fevereiro.

Além disso, o Banco Central realiza o leilão de até 44,3 mil contratos de swap cambial tradicional com dois vencimentos. A oferta soma valor equivalente a US$ 2,215 bilhões e tem como objetivo a rolagem de contratos do mesmo tipo que vencem em 2 de março de 2009. O resultado da operação será divulgado a partir das 14h30

Mercado prevê juros e PIB menores em 2009

Brasília - Analistas do mercado financeiro reduziram a projeção para a taxa básica de juros, a Selic, para fim de 2009, de 10,75% para 10,50% anuais, apontou a Pesquisa Focus, divulgada esta manhã pelo Banco Central. Para 2010, a previsão para a Selic foi mantida em 10,50% ao ano, pela segunda vez seguida. Atualmente, a Selic está em 12,75% ao ano.

O mercado financeiro elevou a previsão de corte dos juros básicos nos próximos meses, segundo a Pesquisa Focus, divulgada hoje pelo Banco Central. A estimativa para a taxa básica de juros, a Selic, no fim deste ano caiu de 10,75% para 10,50% anuais. Com a redução, o mercado financeiro passa a prever corte de 2,25 pontos porcentuais na Selic até o fim de 2009. Atualmente, a Selic está em 12,75% ao ano.

Na semana passada, a previsão era de uma redução de dois pontos e há um mês, a estimativa era de um corte de 1,50 ponto. Segundo a mesma pesquisa, a previsão de corte na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) - que acontece nos dias 10 e 11 do mês que vem - aumentou de 0,75 ponto porcentual para um ponto, o que levaria a taxa para 11,75% anuais.

Para o fim de 2010, a expectativa para o patamar dos juros permaneceu em 10,50% ao ano. Há um mês, a previsão era de 11% ao ano.

PIB

Pela terceira semana consecutiva, o mercado financeiro reduziu as previsões de crescimento da economia brasileira. No levantamento feito com cerca de 80 instituições financeiras, a mediana das estimativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) este ano caiu de 1,70% para 1,50%. Há um mês, a estimativa era de uma expansão de 2%.

Para 2010, a previsão seguiu a mesma tendência e caiu de 3,80% para 3,60%. Quatro semanas antes, a estimativa era de crescimento do PIB de 3,90%.

Inflação

A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2009 voltou a cair, segundo a Pesquisa Focus. No levantamento, a mediana das projeções para o índice oficial de inflação este ano caiu de 4,73% para 4,69%, inferior aos 4,80% verificados há quatro semanas. Neste caso, a projeção do mercado se aproxima do centro da meta de inflação para este ano, de 4,50%. Para 2010, foi mantida a previsão de 4,50% pela trigésima sétima semana seguida.

Câmbio

Ainda na Pesquisa Focus, a mediana das previsões para o nível do dólar em relação ao real no fim de 2009 permaneceu em R$ 2,30 pela quinta semana seguida. Para o fim de 2010, a previsão oscilou um centavo, passando de R$ 2,29 para R$ 2,28.

Contas externas

O mercado financeiro não alterou a previsão para o déficit nas contas externas em 2009, conforme mostra a Pesquisa Focus. No levantamento semanal, a mediana das previsões para o déficit este ano seguiu em US$ 25 bilhões pela sétima semana seguida. Para 2010, a previsão de déficit caiu de US$ 30 bilhões para US$ 27 bilhões.

No levantamento, a previsão de superávit comercial em 2009 permaneceu em US$ 14 bilhões, ante estimativa de US$ 14,5 bilhões registrada quatro pesquisas antes. Para 2010, a estimativa para o saldo comercial caiu de US$ 14 bilhões para US$ 13,85 bilhões, acima dos US$ 13 bilhões previstos há um mês.

Analistas ajustaram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2009 de US$ 22,5 bilhões para US$ 23 bilhões. Para 2010, a estimativa seguiu em US$ 25 bilhões.

ING deixará de patrocinar a Renault no fim do ano!

Amsterdã - O grupo financeiro ING anunciou nesta segunda-feira que não renovará seu patrocínio à Renault ao fim da temporada 2009 da Fórmula 1. Uma das primeiras empresas a serem atingidas pela crise financeira mundial, a instituição afirmou que a decisão faz parte das medidas adotadas em seu projeto de corte de custos, depois de receber uma ajuda milionária do governo da Holanda.

É o segundo grupo financeiro que deixa a F-1 nas últimas semanas - antes, o Credit Suisse havia encerrado seu apoio à BMW, cujo contrato venceu no fim do ano passado. No mês passado, a mesma ING havia anunciado um corte de 40% em seu investimento na categoria, que prevê não apenas o apoio à Renault, mas também o patrocínio a várias corridas, com direito a estampar sua marca na pista e no pódio.

Sem a ING, a continuidade da Renault na F-1 volta a ficar em dúvida, uma vez que parte da direção da empresa já declarou ser contra o investimento em atividades esportivas. A empresa holandesa patrocina a equipe francesa desde 2007, quando Fernando Alonso saiu para a McLaren e a Telefónica cortou seu apoio. Com a volta de Alonso, no ano passado, houve acordos pontuais na hora de estampar algumas marcas, pois o piloto espanhol conta com patrocínio pessoal do grupo Santander, concorrente do ING.

CNAA capta u$s 418 milhões no mercado internacional

A CNAA - Companhia Nacional de Açúcar e Álcool anuncia que recebeu o aporte de US$ 275 milhões de Riverstone Holdings, um dos maiores fundos de private equity especializados em energia do mundo. A companhia também acaba de assinar um acordo de financiamento com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no valor de US$ 143 milhões. A soma desses recursos totaliza o valor de US$ 418 milhões.

O Presidente do Conselho de Administração da CNAA, Allan Kahane, considera uma sinalização altamente positiva para o Grupo a concretização dessas duas operações, ainda mais que elas ocorreram num cenário marcado pela crise financeira mundial em que são raras as oportunidades de captação de investimentos – seja no Brasil ou no mercado internacional.
“Estes aportes, superiores a US$ 400 milhões, são uma demonstração clara da confiança das instituições financeiras internacionais do porte do BID e Riverstone nos planos da CNAA”, assinala Kahane.
Com a captação desses recursos, a CNAA tomou o passo seguinte no seu plano de crescimento, onde estão previstos administração e controle acionário independentes. O controle acionário da companhia passa a ser exclusivamente do Açúcar e Álcool Fundo de Investimento e Participações (FIP), que tem como participantes diversos fundos internacionais, com destaque para a própria Riverstone, uma empresa global de private equity que administra recursos superiores a US$ 15 bilhões.
Essa mudança também se reflete no campo operacional, pois diversas diretorias que até então atuavam conjuntamente, foram separadas. “A relação entre a CNAA e Santelisa Vale - e entre os acionistas das mesmas - continua como sempre excelente, mas a etapa de grandes sinergias durante a fase inicial da companhia foi vencida, e agora a CNAA passa a trabalhar de forma independente”, afirma Kahane.
Os Projetos
No final do ano passado, as duas primeiras usinas da CNAA entraram em operação: a Central Itumbiara de Bioenergia e Alimentos (CIBA), localizada no município de Itumbiara (GO), e a Ituiutaba Bioenergia, situada no município de Ituiutaba, no Triângulo Mineiro (MG). Cada usina possui capacidade de esmagamento de 2,7 milhões de toneladas por safra, num total de 5,4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano.
O terceiro complexo se encontra em fase final de implantação e será instalado no município de Campina Verde (MG), com a mesma capacidade de produção das demais unidades. Vale salientar que todas as três usinas foram projetadas para dobrar sua capacidade de produção.
A entrada desses investimentos permitirá que a CNAA avance no programa de implantação de seus projetos agroindustriais nas áreas de açúcar, etanol e co-geração de energia, viabilizando sua meta de se tornar uma das maiores empresas do setor sucroalcooleiro do Brasil.

Por: Lenha

O que os cães têm a ver com os políticos?

Vejo tristeza no olhar do velho e já cansado ex-combetente, e agora ex-estadista cubano, Fidel Castro. E temo que o mesmo olhar venha a ornar de tempo as bolsas lacrimais de Hugo Chavez algum dia quando seu país arrear à míngua na solidão dos solitários.
O velho cubano diz que, se já não pode discursar, ao menos escreve. Assim, creio que deva somar valores à blogosfera, se é que use a internet para publicar seus artigos além das gavetas de uma velha escrivaninha.
Chavez, mais dado ao vermelho que o Chapolim, pressente o que suspeitou desde o princípio: ninguém se estabelece no poder eternamente. Países assumem posições proeminentes no mundo apenas por uma quota de tempos, talvez não mais que um punhado de areia a escorrer por entre os dedos do filósofo. Estes sim, parecem atravessar séculos, diga-se, e assistem à fragilidade das pétalas de flores que murcham com o passar do dia, bem como o minguar dos governos ante a força dos ventos da economia global. Essa, por sua vez, passa de mão em mão, feito a Afrodite nos leitos de amores preparados para caravanas e caravanas de gregos aportados ao prostíbulo mais famoso de todos os tempo.
Altas autoridades cambaleiam após o esforço físico de satisfazer a insaciável criatura dos mares_a economia_e contemplam azedos o mar que se encapela antes de mais aventura por mares revoltos da crise global.
Claro que o "musculoso"venezuelano confia-se, mais que em seus músculos, em alianças econômicas e diplomáticas com algum país da Europa menos propenso a posição de sombra americana. Mas não se esquece que Cuba, em certa época de sua história, também se apoiou no profético caniço podre da então União Soviética, e acabou deixando lascas entrarem a perfurar seus dedos, apesar de anelados e condecorados de brasões próprios de guerrilheiros.
Chavez cogita, através de manobras políticas internas (quem disse que ele só pensa nas políticas externas?), perpetuar-se no poder, mesmo a contra gosto do (bom)senso em seu país.
E não é que Lula, feito noiva que quer mais não quer casar, também aspira um terceiro mandato? Para isso, pretende deixar que Dilma Rousseff guie o barco por quatro mil milhas a oeste do Iceberg da crise, até que o velho marujo ( menos barbudo que o Brutos) retome o controle. Há quem pensa que há mais gelo encoberto pelas águas de otimismo, e que esse barco-brasil, uma vez nas frágeis mãos de uma mulher, venha a se estabacar em menores percausos marítimos.(escrevam o que estou dizendo: o brasileiro é machista, não confia em governo feminino. Por sua vez, a mulher brasileira pensa que assumir posições sérias requer "fala grossa").
Mas, e o cão? O que os cães têm a ver com os políticos? Ocorre que também venho observando um velho cão que mora em minha rua. Passam-se os dias, anos, e ele continua lá, deitado no meio da rua em todas as manhãs. Ele não conhece a segurança relativa da calçada, mas deita-se bem no meio da rua, para piorar, logo após uma curva os carros descem embalados, e como se guardado por um anjo protetor dos cães (existem?), desviam o rabugento e promíscuo animal. E por que não se sentiria seguro, se está em seu território? Aquele cão velho tem, dia após dia, marcado seu domínio com um profícuo jato de urina nos pés de cada um dos poste da rua. Esse cão está no poder, digo, no domínio canino mais tempo que o presidente Lula. Dizem que ele está alí desde as lutas sindicais do ex-metalúrgico. Mais estabelecido, e aquém dos perigos e percausos, do que esses políticos em seus territórios marcados civilizadamente, as vezes nem tanto, com o fétido líquido de suas pseudo-democracias.

Insanidade ou Burrice?

Alguns insanes desavisados afirmavam que a tal crise que foi pouco comentada ao longo do 2° semestre não nos afetaria, que nós tinhamos bala na agulha para suportá-la, agora passado um Natal próspero, posso dizer, que as vendas aumentaram em relação ao ano passado que não fora afetado pela crise, até então achava que nossos governantes estavam nos subestimando, mas depois dessa alta nas vendas voltei atrás e pensei até agora está tudo tranqüilo conforme nos foi dito. Até que passamo os olhos pelo meu leitor de feeds, quando me deparo com a seguinte notícia:

"Crise: Bolsa perde duas Petrobrás em 1 ano."

Em reais, a queda foi de 41,5% e as 323 companhias presentes durante todo o ano na bolsa passaram de um valor de mercado de R$ 2,09 trilhões em 31 de dezembro de 2007 para R$ 1,22 trilhão em 26 de dezembro, uma perda de R$ 871,27 bilhões. Das 58 empresas que compõem o Ibovespa (índice da Bolsa de Valores de São Paulo), apenas sete elevaram seu valor de mercado.

- É como se duas Petrobras (cujo valor de mercado ao fim de dezembro de 2007 estava em R$ 429,92 bilhões) ou todo o setor bancário (27 bancos valiam R$ 407,21 bilhões no mesmo período) tivessem virado pó.

Nominalmente, a Petrobras registrou a maior perda, de R$ 209,32 bilhões no intervalo investigado, ou 48,7%, chegando o seu valor a R$ 220,59 bilhões na sexta-feira.

- Foi a maior queda na América Latina. Somada com a da mineradora Vale (que perdeu 49,6%, para R$ 136,39 bilhões), esse decréscimo representa 39,5% do total das perdas das empresas de capital aberto pesquisadas - ressalta Rivero, ao observar o quanto o mercado brasileiro de capitais está concentrado.

As nossas maiores empresas tiveram muitas perdas. Será nos parecemos tão burros ingênuos a ponto de nos privarem da verdade?

Como disse Paulo Sant'anna na crônica "A crise que não se vê." à Zero Hora:

"Dizem que o pior inimigo é aquele que não se consegue ver.

Esse pensamento deve ter sido esculpido para explicar a derrota dos EUA na guerra do Vietnã.

As tropas norte-americanas eram dizimadas diariamente por vietcongues invisíveis na selva.

É que, a vingar esse pensamento, a pior crise econômica que sofreremos em todos os tempos é esta que está por vir."

E agora acreditaremos em quem ou em que? Gastar mais é mesmo o melhor remédio para esta crise? Por em quanto não há como saber o que será do amanhã, nos resta esperar e aos desocupados como eu, comentar tais fatos sem ter nenhuma propriedade sobre o assunto.

Só para variar gostaria de pedir que comentem, me critiquem, me corrijam (também os erros de português), me chinguem. Acreditem não sou nem um pouco rancoroso.

Vejam a notícia completa aqui.

Indicação de Blog.

Governo vai criar super Receita ano que vem

A pedido do governo federal, o relator do Orçamento de 2005, senador Romero Jucá (PMDB-RR), incluiu em seu relatório projetos de infra-estrutura e de melhoria da eficiência de arrecadação, no valor de R$ 2,78 bilhões, que não serão contabilizados como despesas no cálculo do superávit primário, segundo acordo negociado com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Entre os projetos prioritários está a implantação de uma megaestrutura de arrecadação de impostos, já chamada de Super Receita.
O relator reservou R$ 500 milhões para esse projeto em 2005, com o objetivo de tornar mais eficiente a máquina de arrecadação da Receita Federal e do INSS e unificar a cobrança desses tributos e de outros créditos da União. Essa parcela de recursos será utilizada inicialmente na contratação de pessoal pela Receita Federal e na modernização da administração tributária.
Entre as obras com tratamento especial no Orçamento está a de restauração e manutenção de estradas, que terá R$ 1 bilhão. Outros R$ 700 milhões serão investidos na duplicação das BR-101 Sul e BR-101 Nordeste e na BR-381. A melhoria dos portos terá R$ 226 milhões.
Segundo o relatório divulgado ontem, a meta de superávit primário para 2005 (4,25%) não mudará, apesar desse gasto adicional. O chefe da Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento, Antonio José Alves Júnior, explicou que os gastos com os investimentos negociados com o FMI entram no Orçamento como parte da parcela do superávit primário. Como os investimentos têm retorno garantido, o governo e o FMI concluíram que essa despesa vai gerar uma receita futura capaz de melhorar a relação dívida/PIB.
Além disso, esses investimentos darão sinais ao setor privado de que os gargalos na infra-estrutura serão resolvidos e podem resultar em mais investimentos, segundo Alves.
Economistas temem crescimento dos gastos
O economista ressalta que os projetos de infra-estrutura excluídos das despesas do Orçamento terão retorno financeiro garantido e monitoramento especial , o que significa controle mais rígido do gasto público. Ele vê com preocupação a possibilidade dessa mudança no critério de contabilização dos investimentos em infra-estrutura ser confundida com um aumento puro e simples das despesas do governo.
Para a consultoria Tendências, se não houver elevação da meta de superávit primário em contrapartida à mudança contábil, os gastos do governo vão crescer, com impacto negativo sobre a trajetória da relação dívida/Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o economista Guilherme Loureiro, o superávit primário deveria ser elevado de 4,25% para 4,39% do PIB em 2005, para compensar esses investimentos.
— Superávit primário significa receitas menos despesas menos investimentos. Para
não haver elevação das despesas atuais, a meta teria que subir automaticamente, levando-se em conta que R$ 2,8 bilhões equivalem a 0,14% do PIB. Não seria um esforço fiscal a mais. A idéia é manter os gastos constantes — disse Loureiro.
Para o economista, a flexibilização do FMI pode permitir monitorar e garantir investimentos prioritários e, ao mesmo tempo, controlar mais de perto os gastos obrigatórios.
(Jornal O Globo – O País – Valderez Caetano )

Pesquisar no Blog