Israel e Hamas negam trégua

Jerusalém. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, rejeitou ontem a resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para um cessar-fogo com o movimento islâmico radical Hamas e disse que a ofensiva na faixa de Gaza continuará até que o Exército complete sua missão. Mais cedo, um líder do Hamas afirmou à imprensa que o grupo também rejeita a proposta, por não atender a suas exigências.´Israel nunca esteve de acordo em que terceiros determinem seu direito de defender sua cidadania´, afirma Olmert, em comunicado. ´O Exército continuará sua operação para defender a população de Israel até que complete as missões´.Com 14 votos a favor e a abstenção dos Estados Unidos, o Conselho de Segurança adotou uma resolução que pede a declaração de um cessar-fogo imediato em Gaza, a retirada das tropas israelenses e a entrada sem impedimentos de ajuda humanitária ao território palestino. Mas, de acordo com Olmert, os mais de 25 foguetes que caíram ontem em Israel ´mostram que a resolução não é praticável, e não será respeitada pelas organizações palestinas assassinas´.Mais cedo, a ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, afirmou que Israel continuará agindo de acordo com seus próprios interesses e necessidades para manter a segurança no território - uma referência indireta ao lançamento constante de foguetes pelo Hamas que, segundo Israel, motivou a ofensiva militar na região. ´Israel agiu, está agindo e agirá apenas de acordo com suas considerações, as necessidades de segurança de seus cidadãos e o seu direito de defesa´, diz comunicado de Livni.

Recusa:

O Hamas também não aceitou o documento, elaborado pelo Reino Unido em colaboração com a França e os países árabes, embora o veja como prova do fracasso da ofensiva militar israelense em Gaza. ´Este fracasso é o que gerou a resolução´, afirmou, em Beirute, o dirigente Osama Hamdan, em declarações à imprensa.Para Hamdan, a resolução do Conselho de Segurança ´não leva em conta o interesse palestino e não fala nem da suspensão do bloqueio nem da abertura das passagens fronteiriças´ em Gaza.A atual escalada de violência na região entrou ontem, no 14º dia consecutivo, com um saldo de pelo menos 800 palestinos mortos e sem que a diplomacia internacional tenha conseguido uma solução que convença as partes a um cessar-fogo.

Resolução:

A resolução 1860, adotada por 14 votos a favor e a abstenção dos EUA, condena todo ato de violência e hostilidade dirigido contra civis e todo ato de terrorismo´, sem citar diretamente os disparos de foguetes do grupo radical palestino Hamas contra Israel.O texto pede ainda a retirada das tropas israelenses e a entrada, sem empecilhos, de ajuda humanitária em território palestino.O documento ´ressalta a urgência e pede um cessar-fogo imediato, durável e respeitado totalmente, que leve à retirada completa das forças israelenses de Gaza´.

GARANTIAS DE ISRAEL :
ONU retomará operações de ajuda em Gaza ´em breve´

Gaza. Membros da Organização das Nações Unidas (ONU) disseram ontem que a organização irá retomar suas operações de envio de ajuda humanitária à Faixa de Gaza ´em breve´, com base em garantias do Ministério da Defesa de Israel de que os trabalhadores humanitários serão protegidos.A porta-voz da ONU Michele Montas afirmou que o Exército de Israel disse ´lamentar profundamente´ os incidentes que levaram a ONU a suspender a ajuda ao território palestino na última quinta-feira.A ONU interrompeu o envio de ajuda à Faixa de Gaza após projéteis disparados por um tanque israelense matarem um motorista de caminhão de ajuda. Outro motorista da Cruz Vermelha Internacional ficou ferido em outro ataque.

MANIFESTAÇÃO

Centrais sindicais e entidades da sociedade civil realizaram, ontem, um protesto contra a ofensiva de Israel sobre a Faixa de Gaza. Cerca de 50 manifestantes se reuniram na Praça do Ferreira para denunciar o que eles chamam de genocídio perpetrado por Israel na região. Também houve recolhimento de assinaturas pedindo o cessar-fogo imediato e a entrada de ajuda humanitária na região para atender os palestinos. As bandeiras dos Estados Unidos e de Israel foram queimadas no fim do protesto.

1 comentários:

André disse...
on

um dia alguem vai ter que vencer...dois mil anos é pouco tempo.

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