A ascensão do saudita Said Ali al Shihri, ex-prisioneiro de Guantá,namo, em Cuba, como vice-líder do braço da rede terrorista Al Qaeda, no Iêmen, levanta dúvidas, e críticas, sobre a medida anunciada nesta última quinta-feira (22) pelo novo presidente americano, Barack Obama, de fechar o centro de detenção para suspeitos de terrorismo em um prazo máximo de um ano.
Aberto desde o início de 2002, numa base naval norte-americana situada no sudeste da Cuba, o centro de detenção retém actualmente 255 dos cerca de 800 prisioneiros que já por lá passaram. Contra todos os princípios da justiça norte-americana, estes homens são detidos por um período ilimitado sem que seja apresentada qualquer acusação contra eles.
Simplesmente considerados como "combatentes inimigos" por um tribunal militar, os detidos dispõem apenas (desde Junho) de uma possibilidade de recurso a um tribunal federal.
Barack Obama prometeu várias vezes durante a sua campanha que iria encerrar o centro de detenção, símbolo dos excessos da "guerra contra o terrorismo", realizada por George W. Bush, e criticado pela comunidade internacional.
A frase "excessos da guerra contra o terrorismo" foi frisada exatamente porque esses excessos referem-se a métodos de tortura alí aplicados. Alguém avalia o terror que essa "guerra ao terrorismo" escondeu em seus secretos porões?
A Aplicação da Tortura é Inteligente?
Obama manda Exército planejar retirada do Iraque
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse a líderes militares na quarta-feira que façam arranjos adicionais para a retirada das tropas norte-americanas do Iraque.
Em seu primeiro dia na Presidência, o novo presidente se encontrou com conselheiros militares e de segurança nacional, para discutir os conflitos no Afeganistão e no Iraque.
"Durante a conversa, pedi à liderança militar que faça todos os planos adicionais necessários para fazer uma retirada responsável do Iraque", disse Obama em um comunicado divulgado após a reunião.
Retirar as tropas do Iraque foi uma das principais promessas de campanha de Obama. Antes do estouro da crise econômica, a guerra era a maior preocupação dos eleitores.
Obama disse que a reunião foi produtiva e que vai se consultar com líderes militares do Pentágono nos próximos dias e semanas, a fim de avançar na discussão.
"Vamos fazer uma análise completa da situação no Afeganistão, para desenvolver uma política compreensiva para a região toda", disse.
Por Jeff Mason
Os primeiros feitos de Obama
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, congelou os salários mais altos de seus principais funcionários da Casa Branca, uma medida de austeridade em tempos de crise econômica. Em suas primeiras medidas como presidente, Obama anunciou também endurecimento das regras para ex-lobistas que trabalham no governo. "Transparência e o papel da lei serão o estandarte dessa presidência", afirmou o novo comandante-em-chefe durante um encontro com sua equipe.
Principais servidores do novo presidente são afetados pela medida, considerada austera para tempos de crise
"Nunca devemos esquecer que somos servidores públicos, e que o serviço público é um privilégio", afirmou Obama, antes do juramento dos novos funcionários da Casa Branca. "Não se trata de beneficiar a si mesmo, nem a amigos ou clientes corporativos. Não se trata de avançar em uma agenda ideológica ou interesses especiais de qualquer organização", destacou. Por isso, explicou o presidente, "a partir de hoje, os lobistas estão sujeitos a limites mais estritos do que em qualquer outro governo."
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