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Israel alerta população sobre risco de ataques em duas semanas

Israel alerta população sobre risco de ataques em duas semanas

Conselho de Segurança Nacional teme atentados em aniversário da morte do líder do Hezbollah, Imad Mughniyeh


JERUSALÉM - O Conselho de Segurança Nacional de Israel alertou neste domingo, 1, a população sobre a possível ocorrência de ataques terroristas por ocasião do aniversário da morte do líder do Hezbollah, Imad Mughniyeh, em 13 de fevereiro.

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, prometeu neste domingo, 1, adotar uma resposta "desproporcional" contra os ataques esporádicos com foguetes disparados da Faixa de Gaza contra Israel nos últimos dias, apesar da trégua declarada pelo grupo Hamas, que controla a região.

Foguetes lançados do Líbano em Território Israelense Pode Ampliar o Conflito

Foguetes disparados desde o Líbano feriram levemente duas pessoas no norte de Israel e provocaram temores passageiros de que combatentes do Hezbollah estivessem abrindo uma segunda frente, para aliviar a pressão sobre a Faixa de Gaza. Mas um ministro do gabinete israelense atribuiu os disparos a grupos palestinos no Líbano.

Um ministro do gabinete israelense culpou os palestinos que vivem no Líbano, e não o Hezbollah, pelo lançamento de foguetes contra Israel na quinta-feira e disse que o ataque parece ter sido um caso "isolado".

"Acho que estes são incidentes isolados", disse Rafi Eitan, ministro do gabinete do premiê Ehud Olmert, ao Canal 2 israelense. "Esperávamos isto".
Eitan disse que Israel acredita que palestinos lançaram os foguetes, e não os guerrilheiros xiitas do Hezbollah, contra os quais Israel travou uma guerra em 2006. "A responsabilidade recai totalmente sobre o governo libanês", acrescentou.

Comentário:

Dessa vez, acredita-se que tenha sido o próprio Hamas que lançou, do Líbano, os foguetes. Provavelmente para que Israel ataque o Líbano e engrosso o caldo de inimigos. No Líbano, está aquela milícia do Hezbollah. A tentativa foi boa, Os israelenses não caíram nessa, embora responderam contra o Hamas, em Gaza.

Israel pede desculpas a chefe da ONU por ataque a prédio em Gaza

15/01/2009

Gaza (Reuters) - O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, pediu desculpas na quinta-feira ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, pelos disparos feitos contra instalações de ajuda humanitária da entidade internacional na Faixa de Gaza, disse Ban a jornalistas.
A UNRWA (agência da ONU que presta assistência humanitária aos palestinos) disse que suas instalações, onde há cerca de 700 refugiados, foi atingida duas vezes, e que três funcionários ficaram feridos.
E
m visita a Israel para tentar mediar um cessar-fogo, Ban disse ter protestado incisivamente junto a Barak, que pediu desculpas e disse se tratar de "um grave erro".
"Apresentei meu forte protesto e ultraje ao ministro da Defesa e à ministra de Relações Exteriores, e exigi uma plena explicação", disse Ban.
"O ministro da Defesa me disse que foi um grave erro e que levou isso muito a sério. Ele me garantiu que será dada atenção extra às instalações e funcionários da ONU, e que isso não irá se repetir."
Christopher Gunness, porta-voz da UNRWA, disse após o ataque que a agência suspendera a movimentação de veículos, mas sem interromper as operações de ajuda.
As forças israelenses aprofundaram a sua incursão na Cidade de Gaza, e os combates se intensificaram, ampliando a pressão sobre o Hamas num momento em que ambas as partes avaliam uma proposta de cessar-fogo. Os bombardeios da quinta-feira foram os mais violentos em três semanas de conflito.
No mesmo dia, um míssil ou foguete de Israel atingiu um edifício, no centro da Cidade de Gaza, onde funcionam as sucursais da Reuters e de vários outros meios de comunicação. Um correspondente de uma TV de Abu Dhabi ficou ferido.
Em outros ataques, pelo menos 15 palestinos morreram, e dezenas de moradores da Cidade de Gaza fugiram a pé.
O ministério local da Saúde, controlado pelo Hamas, diz que pelo menos 1.055 palestinos já morreram na guerra. Uma entidade de direitos humanos afirmou que 670 eram civis.
Nesse mesmo período, Israel teve 13 mortes - sendo 10 soldados, além de 3 civis atingidos por foguetes do Hamas.
Ban disse que o número de mortos atingiu "um ponto intolerável".

(Reportagem de Louis Charbonneau)

Israel e Hamas negam trégua

Jerusalém. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, rejeitou ontem a resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para um cessar-fogo com o movimento islâmico radical Hamas e disse que a ofensiva na faixa de Gaza continuará até que o Exército complete sua missão. Mais cedo, um líder do Hamas afirmou à imprensa que o grupo também rejeita a proposta, por não atender a suas exigências.´Israel nunca esteve de acordo em que terceiros determinem seu direito de defender sua cidadania´, afirma Olmert, em comunicado. ´O Exército continuará sua operação para defender a população de Israel até que complete as missões´.Com 14 votos a favor e a abstenção dos Estados Unidos, o Conselho de Segurança adotou uma resolução que pede a declaração de um cessar-fogo imediato em Gaza, a retirada das tropas israelenses e a entrada sem impedimentos de ajuda humanitária ao território palestino. Mas, de acordo com Olmert, os mais de 25 foguetes que caíram ontem em Israel ´mostram que a resolução não é praticável, e não será respeitada pelas organizações palestinas assassinas´.Mais cedo, a ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, afirmou que Israel continuará agindo de acordo com seus próprios interesses e necessidades para manter a segurança no território - uma referência indireta ao lançamento constante de foguetes pelo Hamas que, segundo Israel, motivou a ofensiva militar na região. ´Israel agiu, está agindo e agirá apenas de acordo com suas considerações, as necessidades de segurança de seus cidadãos e o seu direito de defesa´, diz comunicado de Livni.

Recusa:

O Hamas também não aceitou o documento, elaborado pelo Reino Unido em colaboração com a França e os países árabes, embora o veja como prova do fracasso da ofensiva militar israelense em Gaza. ´Este fracasso é o que gerou a resolução´, afirmou, em Beirute, o dirigente Osama Hamdan, em declarações à imprensa.Para Hamdan, a resolução do Conselho de Segurança ´não leva em conta o interesse palestino e não fala nem da suspensão do bloqueio nem da abertura das passagens fronteiriças´ em Gaza.A atual escalada de violência na região entrou ontem, no 14º dia consecutivo, com um saldo de pelo menos 800 palestinos mortos e sem que a diplomacia internacional tenha conseguido uma solução que convença as partes a um cessar-fogo.

Resolução:

A resolução 1860, adotada por 14 votos a favor e a abstenção dos EUA, condena todo ato de violência e hostilidade dirigido contra civis e todo ato de terrorismo´, sem citar diretamente os disparos de foguetes do grupo radical palestino Hamas contra Israel.O texto pede ainda a retirada das tropas israelenses e a entrada, sem empecilhos, de ajuda humanitária em território palestino.O documento ´ressalta a urgência e pede um cessar-fogo imediato, durável e respeitado totalmente, que leve à retirada completa das forças israelenses de Gaza´.

GARANTIAS DE ISRAEL :
ONU retomará operações de ajuda em Gaza ´em breve´

Gaza. Membros da Organização das Nações Unidas (ONU) disseram ontem que a organização irá retomar suas operações de envio de ajuda humanitária à Faixa de Gaza ´em breve´, com base em garantias do Ministério da Defesa de Israel de que os trabalhadores humanitários serão protegidos.A porta-voz da ONU Michele Montas afirmou que o Exército de Israel disse ´lamentar profundamente´ os incidentes que levaram a ONU a suspender a ajuda ao território palestino na última quinta-feira.A ONU interrompeu o envio de ajuda à Faixa de Gaza após projéteis disparados por um tanque israelense matarem um motorista de caminhão de ajuda. Outro motorista da Cruz Vermelha Internacional ficou ferido em outro ataque.

MANIFESTAÇÃO

Centrais sindicais e entidades da sociedade civil realizaram, ontem, um protesto contra a ofensiva de Israel sobre a Faixa de Gaza. Cerca de 50 manifestantes se reuniram na Praça do Ferreira para denunciar o que eles chamam de genocídio perpetrado por Israel na região. Também houve recolhimento de assinaturas pedindo o cessar-fogo imediato e a entrada de ajuda humanitária na região para atender os palestinos. As bandeiras dos Estados Unidos e de Israel foram queimadas no fim do protesto.

Gaza 'não será piquenique, mas cemitério' de israelenses, diz Hamas

Em pronunciamento na televisão, um porta-voz do Hamas, Ismail Radwan, disse que a Faixa de Gaza "não será um piquenique, mas um o cemitério" para os soldados israelenses que iniciaram na noite deste sábado (3) a invasão daquele território palestino.

"Não viverão em paz enquanto o povo palestino não viver em paz", disse Radwan, acrescentando que o Hamas "não abandonará o campo de batalha".

Durante este sábado, Israel recrudesceu os ataques aéreos à Faixa de Gaza, que vinha cercando militarmente há oito dias. Em seguida, tropas israelenses cruzaram a fronteira. As Forças de Defesa de Israel confirmaram o ataque.

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