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Israel pede desculpas a chefe da ONU por ataque a prédio em Gaza

15/01/2009

Gaza (Reuters) - O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, pediu desculpas na quinta-feira ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, pelos disparos feitos contra instalações de ajuda humanitária da entidade internacional na Faixa de Gaza, disse Ban a jornalistas.
A UNRWA (agência da ONU que presta assistência humanitária aos palestinos) disse que suas instalações, onde há cerca de 700 refugiados, foi atingida duas vezes, e que três funcionários ficaram feridos.
E
m visita a Israel para tentar mediar um cessar-fogo, Ban disse ter protestado incisivamente junto a Barak, que pediu desculpas e disse se tratar de "um grave erro".
"Apresentei meu forte protesto e ultraje ao ministro da Defesa e à ministra de Relações Exteriores, e exigi uma plena explicação", disse Ban.
"O ministro da Defesa me disse que foi um grave erro e que levou isso muito a sério. Ele me garantiu que será dada atenção extra às instalações e funcionários da ONU, e que isso não irá se repetir."
Christopher Gunness, porta-voz da UNRWA, disse após o ataque que a agência suspendera a movimentação de veículos, mas sem interromper as operações de ajuda.
As forças israelenses aprofundaram a sua incursão na Cidade de Gaza, e os combates se intensificaram, ampliando a pressão sobre o Hamas num momento em que ambas as partes avaliam uma proposta de cessar-fogo. Os bombardeios da quinta-feira foram os mais violentos em três semanas de conflito.
No mesmo dia, um míssil ou foguete de Israel atingiu um edifício, no centro da Cidade de Gaza, onde funcionam as sucursais da Reuters e de vários outros meios de comunicação. Um correspondente de uma TV de Abu Dhabi ficou ferido.
Em outros ataques, pelo menos 15 palestinos morreram, e dezenas de moradores da Cidade de Gaza fugiram a pé.
O ministério local da Saúde, controlado pelo Hamas, diz que pelo menos 1.055 palestinos já morreram na guerra. Uma entidade de direitos humanos afirmou que 670 eram civis.
Nesse mesmo período, Israel teve 13 mortes - sendo 10 soldados, além de 3 civis atingidos por foguetes do Hamas.
Ban disse que o número de mortos atingiu "um ponto intolerável".

(Reportagem de Louis Charbonneau)

Manifestações palestinas no sétimo dia da operação israelense em Gaza

Milhares de palestinos se manifestaram nesta sexta-feira na Cisjordânia contra a operação israelense na Faixa de Gaza, onde três crianças de uma mesma família foram mortas no sétimo dia da ofensiva.
Na parte leste de Jerusalém, onde a polícia israelense reforçou a segurança e limitou o acesso à esplanada das Mesquitas, quase 3.000 fiéis rezaram pacificamente.
Porém, jovens palestinos entraram em confronto com policiais israelenses em vários bairros da cidade depois da oração, segundo um fotógrafo da AFP.
Os policiais israelenses atiraram bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. leia mais!

Países europeus e Estados Unidos pedem o cessar-fogo 'imediato' na Faixa de Gaza

O Quarteto para a Paz no Oriente Médio, formado por Estados Unidos, União Européia, ONU e Rússia, pediu nesta terça-feira um "cessar-fogo imediato plenamente respeitado na Faixa de Gaza", em comunicado divulgado na sede das Nações Unidas, em Nova York.
Em Paris, os ministros europeus das Relações Exteriores realizaram uma reunião de emergência para discutir o agravamento dos combates entre Israel e o grupo radical islâmico Hamas na Faixa de Gaza.
Durante o encontro, a União Européia reforçou o apelo por um cessar-fogo imediato e permanente para permitir o envio de ajuda alimentar ao território palestino e o tratamento dos feridos nos bombardeios do Exército israelense.
"Desejamos um cessar-fogo que seja permanente e respeitado, com um corredor humanitário, porque há muitas vítimas e é preciso assegurar os socorros e também um retorno das discussões do processo de paz", declarou o chanceler francês Bernard Kouchner, cujo país preside a União Européia até quarta-feira.
De acordo com médicos palestinos, os ataques israelenses em Gaza, que começaram no último sábado, já mataram pelo menos 370 pessoas e deixaram mais de 1,7 mil feridos.

Brasil ocupa quarta posição No Ranking da Violência no Mundo

Entre 84 países mais violentos do mundo, o Brasil está na quarta posição do ranking com uma taxa total de 27 homicídios em 100.000 habitantes, só perde para a Colômbia (a campeã mundial), Rússia e Venezuela. As taxas brasileiras são ainda 30 ou 40 vezes superiores às de países como Inglaterra, França, Alemanha, Áustria, Japão ou Egito.O crescimento da violência no Brasil está associado ao grande número de fatores de risco, como as significantes desigualdades social e econômica, a alta proporção de cidadãos pobres e a grande disponibilidade de armas.Na América Latina, as áreas metropolitanas do Rio de Janeiro, São Paulo, Cidade do México e Caracas registram mais da metade dos crimes violentos em seus respectivos países. No Brasil são mais de 100 mortes diárias por armas de fogo. Os campeões absolutos continuam sendo o Rio de Janeiro, onde a taxa é maior que o dobro da média nacional, e São Paulo, onde o número quadruplicou nos últimos anos.Conforme o relatório Global sobre Assentamentos Humanos, do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Urbanos (UN-Habitat), toda essa escalada da violência representa cerca de 11% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, ou seja R$ 87 bilhões - 60% do valor é pago pelos cidadãos.A falência do atual sistema de segurança nos estados, com a criminalidade vencendo a maioria das batalhas nas ruas, tem reduzido a zero a confiança da população nas instituições públicas.O estudo da ONU mostrou que 70 brasileiros entre 100 se sentem inseguros. Entre os países pesquisados, o Brasil ficou em primeiro, ganhando inclusive de países africanos como África do Sul, Botsuana, Zimbábue e sul americanos - Bolívia e Colômbia.Diante do fato concreto de que o Poder Público não está conseguindo garantir a segurança pública, os cidadãos estão ´dando seu jeito´. Cerca de 25 mil casas contam com câmeras de vigilância.Em São Paulo, as vendas de carros blindados subiram 33% desde 2006. Já as companhias de segurança já empregam 1,5 milhão de pessoas. Comparativamente, o Brasil ainda gasta menos que seus vizinhos latino americanos. Na Colômbia a insegurança custa 25% do PIB. No México e Venezuela, a taxa chega a cerca de 12%.Medidas paliativas, como a criação de uma Força Nacional de Segurança e o lançamento do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que ainda não saiu do papel, criam um efeito midiático apenas, mas não conseguiram ainda reverter o sentimento de insegurança da maioria da população brasileira.

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