As Forças israelenses atingiram neste domingo a mais populosa área da faixa de Gaza em uma ação que deixou ao menos 14 supostos palestinos guerrilheiros e 12 civis mortos, informou a agência Reuters. A France Presse conta em dez o número de supostos combatentes mortos e informa que houve a fuga de dezenas de famílias. Leia mais!
Forças de Israel atacam região mais populosa na faixa de Gaza
Israel e Hamas negam trégua
Jerusalém. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, rejeitou ontem a resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para um cessar-fogo com o movimento islâmico radical Hamas e disse que a ofensiva na faixa de Gaza continuará até que o Exército complete sua missão. Mais cedo, um líder do Hamas afirmou à imprensa que o grupo também rejeita a proposta, por não atender a suas exigências.´Israel nunca esteve de acordo em que terceiros determinem seu direito de defender sua cidadania´, afirma Olmert, em comunicado. ´O Exército continuará sua operação para defender a população de Israel até que complete as missões´.Com 14 votos a favor e a abstenção dos Estados Unidos, o Conselho de Segurança adotou uma resolução que pede a declaração de um cessar-fogo imediato em Gaza, a retirada das tropas israelenses e a entrada sem impedimentos de ajuda humanitária ao território palestino. Mas, de acordo com Olmert, os mais de 25 foguetes que caíram ontem em Israel ´mostram que a resolução não é praticável, e não será respeitada pelas organizações palestinas assassinas´.Mais cedo, a ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, afirmou que Israel continuará agindo de acordo com seus próprios interesses e necessidades para manter a segurança no território - uma referência indireta ao lançamento constante de foguetes pelo Hamas que, segundo Israel, motivou a ofensiva militar na região. ´Israel agiu, está agindo e agirá apenas de acordo com suas considerações, as necessidades de segurança de seus cidadãos e o seu direito de defesa´, diz comunicado de Livni.
Recusa:
O Hamas também não aceitou o documento, elaborado pelo Reino Unido em colaboração com a França e os países árabes, embora o veja como prova do fracasso da ofensiva militar israelense em Gaza. ´Este fracasso é o que gerou a resolução´, afirmou, em Beirute, o dirigente Osama Hamdan, em declarações à imprensa.Para Hamdan, a resolução do Conselho de Segurança ´não leva em conta o interesse palestino e não fala nem da suspensão do bloqueio nem da abertura das passagens fronteiriças´ em Gaza.A atual escalada de violência na região entrou ontem, no 14º dia consecutivo, com um saldo de pelo menos 800 palestinos mortos e sem que a diplomacia internacional tenha conseguido uma solução que convença as partes a um cessar-fogo.
Resolução:
A resolução 1860, adotada por 14 votos a favor e a abstenção dos EUA, condena todo ato de violência e hostilidade dirigido contra civis e todo ato de terrorismo´, sem citar diretamente os disparos de foguetes do grupo radical palestino Hamas contra Israel.O texto pede ainda a retirada das tropas israelenses e a entrada, sem empecilhos, de ajuda humanitária em território palestino.O documento ´ressalta a urgência e pede um cessar-fogo imediato, durável e respeitado totalmente, que leve à retirada completa das forças israelenses de Gaza´.
GARANTIAS DE ISRAEL :
ONU retomará operações de ajuda em Gaza ´em breve´
Gaza. Membros da Organização das Nações Unidas (ONU) disseram ontem que a organização irá retomar suas operações de envio de ajuda humanitária à Faixa de Gaza ´em breve´, com base em garantias do Ministério da Defesa de Israel de que os trabalhadores humanitários serão protegidos.A porta-voz da ONU Michele Montas afirmou que o Exército de Israel disse ´lamentar profundamente´ os incidentes que levaram a ONU a suspender a ajuda ao território palestino na última quinta-feira.A ONU interrompeu o envio de ajuda à Faixa de Gaza após projéteis disparados por um tanque israelense matarem um motorista de caminhão de ajuda. Outro motorista da Cruz Vermelha Internacional ficou ferido em outro ataque.
MANIFESTAÇÃO
Centrais sindicais e entidades da sociedade civil realizaram, ontem, um protesto contra a ofensiva de Israel sobre a Faixa de Gaza. Cerca de 50 manifestantes se reuniram na Praça do Ferreira para denunciar o que eles chamam de genocídio perpetrado por Israel na região. Também houve recolhimento de assinaturas pedindo o cessar-fogo imediato e a entrada de ajuda humanitária na região para atender os palestinos. As bandeiras dos Estados Unidos e de Israel foram queimadas no fim do protesto.
Manifestações palestinas no sétimo dia da operação israelense em Gaza
Milhares de palestinos se manifestaram nesta sexta-feira na Cisjordânia contra a operação israelense na Faixa de Gaza, onde três crianças de uma mesma família foram mortas no sétimo dia da ofensiva.
Na parte leste de Jerusalém, onde a polícia israelense reforçou a segurança e limitou o acesso à esplanada das Mesquitas, quase 3.000 fiéis rezaram pacificamente.
Porém, jovens palestinos entraram em confronto com policiais israelenses em vários bairros da cidade depois da oração, segundo um fotógrafo da AFP.
Os policiais israelenses atiraram bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. leia mais!
Gaza: Réveillon comemorado em guerra.
Aviões israelenses atacam prédios do governo na Faixa de Gaza no primeiro dia do ano, e o Hama disparou mais foguetes contra israelenses. Os dois oponentes rejeitaram apelo internacional para um cessar-fogo.
No sexto dia de ataque, Israel já atingiu 20 bases do Hama.
Leia mais!
Gaza enfrenta grave crise humanitária
Os ataques aéreos israelenses contra a Faixa de Gaza entraram ontem (30) no quarto dia, deixando pelos menos 385 mortos. Alguns países e organizações internacionais estão oferecendo ajuda aos refugiados de Gaza.Mo'aweya Hassanein, chefe do departamento de primeiros socorros de Gaza, disse que os ataques aéreos já causaram pelo menos 385 mortes e deixaram mais de 1.800 feridos. Hassanein afirmou que Gaza está enfrentando grave crise humanitária e que mais feridos morreram por causa da falta de sangue, medicamentos e equipamentos cirúrgicos.Nos últimos ataques aéreos, as forças israelenses bombardearam o gabinete da Autoridade Nacional Palestina. Os aviões de combate atacaram novamente no dia 28 a sede do Hamas (Movimento de Resistência Islâmica). Na noite de ontem, os aviões de combate bombardearam a passagem secreta entre o sul da Faixa de Gaza e Egito, destruindo dezenas de passagens subterrâneas. O funcionário do Departamento de Segurança Nacional e o Exército israelense negaram ontem os rumores de que apresentariam uma proposta de cessar-fogo com o Hamas ao primeiro-ministro Ehud Olmert. Olmert e o ministro de Defesa Nacional israelense, Ehud Barak, afirmaram que as tropas israelenses vão continuar ações militares contra a Faixa de Gaza até a realização completa de todos os objetivos do país.No dia 29, milicianos armados em Gaza continuaram lançando foguetes contra o sul de Israel, deixando dois mortos e mais de 10 feridos. Um grupo de 16 pessoas, incluindo médicos e pessoal de resgate internacional, partiu no dia 29 de Chipre para a Faixa de Gaza, mas foi impedido pela frota israelense e se dirigiu ao Líbano. O presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, anunciou no dia 29 a decisão de abrir uma rota aérea entre o país e o Cairo para oferecer materiais de ajuda humanitária à população de Gaza.
Pesquisar no Blog
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.
Convite: Faça parte da redação do Jornal de Amanhã!
Para participar é simples, basta nos fornecer uma conta de email Hotmail, Gmail, Yahoo ou Ig para a qual enviaremos um link/convite, através do que voce se tornará redator, mediante cadástro no Google, do único blog que reune os comunicadores mais afinados com a notícia do Brasil.
Se voce já possue blog (de qualquer domínio), o JA ainda te dará a oportunidade dos leitores acessarem sua página pessoal ao clicar em seu nome no rodapé do seu texto. Deixe seu email no espaço destinado para recados ou envie para GAZETAGERAL@HOTMAIL.COM
